40

A poucos dias de cortar a meta nesta corrida que foram os “intas“, sinto-me quase como se estivesse em último lugar pois parece que toda a gente sabe alguma coisa que eu não sei acerca desta próxima etapa. Todos têm algo a dizer: “Agora é que vais ver…“, “Ui, estás quase a entrar nos Entas…“, “O tempo está a passar…“.

Os números não me assustam, principalmente os redondos. Este 40 não é excepção!

Aos 10 havia uma expectativa sobre o que lá viria (nada de especial. Só a novidade da sensação de que tudo ficava na mesma). Aos 20 já não liguei tanto porque não esperava nada de novo. Dos 30 só me apercebi passado uns dois anos; não liguei. Os 40 não os sinto mentalmente portanto vou só aproveitar-me deles e tirar o máximo partido, começando logo no primeiro dia a usá-los como desculpa para almoçar fora.

Já o meu corpo, é uma história completamente diferente da mente. Está-se nas tintas para aquilo que a mente sente e de vez em quando faz questão de reclamar através de pequenos sinais. O facto de ter atingido um nível de sedentariedade regular desagrada-lhe, portanto há muito que se acabaram as duas e três horas seguidas a fazer desporto sem que no dia seguinte sinta (até na mente) que fui abalroado por uma betoneira. Uma ou outra pontada nas costas como se estivesse a ser picado por algum toureiro. Contudo, ainda há partes do corpo que conseguem ter um desenvolvimento acima da média: por exemplo a barriga e ao nível celular, o colesterol.

Para tornar isto mesmo assustador só falta começarem a enviar-me links do YouTube para músicas do Paco Bandeira…  tenho a certeza absoluta que há alguém que não vai conseguir resistir.
É da praxe.

 

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