2014-08-15 14.45.12

Devido a uma profissão que exige de nós 193% de disponibilidade, o tema Férias é quase tabu na empresa. E se não ligo nada a idas à praia, já uns dias dedicados inteiramente ao procrastinanço sabem sempre bem. A vantagem é que pode ser praticado em qualquer altura do ano, faça chuva ou faça sol (como diria a minha avó).

Tive a felicidade de conseguir tirar um dia e meio de férias no mês do emigrante, quando tinha programado quatro revigorantes dias. Pode parecer egoísmo da minha parte estar para aqui a queixar-me de não conseguir tirar férias enquanto uma boa parte do país não consegue emprego, mas não é. Vocês sabem que não é! Adiante…

Com algum jogo de cintura e finca pé, juntei o tal dia e meio ao feriado de 6ª Feira e fui com a namorada rumo a uma aventura que para mim era uma estreia. Os festivais de verão nunca em tempo algum me despertaram interesse. Os preços praticados e a confusão que se vive talharam-me tal vontade. Este, e não é por ter ido, é diferente. É mesmo diferente.

“Os Bons Sons” ouviram-se durante quatro fantásticos dias ao sabor de sangria fresca enquanto vivíamos a aldeia. Esta aldeia fica a cerca de 8 Km de Tomar, dá pelo pacato nome de Cem Soldos. O tom medieval do nome esconde todo o dinamismo e toda a hospitalidade que nos são apresentados quando chegamos para ir a um simples festival de música.

O que nos fica gravado na alma é uma vontade indiscutível de voltar daí a dois anos e voltar a ver aquelas pessoas e voltar a sentir a aldeia da forma mais espetacular possível.

O stress que levava na mochila ficou retido à porta da aldeia. Quando no último dia saí para regressar a casa, já lá não estava.

2016 é o ano do regresso a este tipo de férias. Até lá!

 

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